Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
– E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!…
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
– E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento…
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!
(Florbela Espanca)
Um poema indicado por uma pessoa que amo muito
Outubro 13, 2007 às 7:22 pm
Florbela Espanca mostra que a arte de falar de amor é atemporal.
Maravilhosa..
Quer dizer que vc está se mudando?? ok.. vou atualizar o link..
Beijos,